quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fora da memória e do tempo...

O que você consegue ver no horizonte?

Você acredita no que realmente enxerga?

Somos realmente capazes de enxergar?


Um quadro branco é manchado de preto

ou seria um quadro preto manchado de branco?

Tu podes ver a diferença entre os quadros?


Existe uma diferença ou
criamos uma ilusão de

fato para nos enganar?


É mais fácil crer em uma ilusão?

Tudo parece uma ilusão,

mas o que sentimentos não...


Mas quando o realidade colide com a ilusão?

Seria quando a mente luta contra o coração?

Qual dos dois é mais forte?


Um duelo de titãs...

De onde viria a força de cada um?

O que alimenta tais titãs?


Dizem que o medo é o sentimento forte,

dizem ser o sentimento mais honesto que existe,

mas ter medo do escuro é temer algo real?


No fim da aurora...

Repouse sua cabeça frágil e durma,

mas não tema diante da ausência da luz.


E diante disso escutamos e sentimos algo...

Escutamos nossa mente gritar e

sentimentos nosso coração tremer.


E pela primeira vez irás ser livre.

Pela primeira vez irás fechar os olhos,

mas não para dormir e sim para acordar...


Assim encontrei a minha realidade,

fora da memória e do tempo...

Eu enxergo melhor na ausência da luz e você?


sábado, 16 de abril de 2011

Caído e Exausto



Abençoado será o homem que suportar a tentação

Caminhando com as próprias pernas

Levando consigo o que aprendeu


Abençoado será o homem que suportar a tentação

Superando a voz que ecoa no abismo da loucura

Em paz com os próprios medos


Abençoado será o homem que suportar a tentação

Selando a própria escuridão

Abatendo a fera que habita no próprio coração


Abençoado será o homem que suportar a tentação

Ao ver seus heróis caídos

Com seus corações em suas mãos


Abençoado será o homem que suportar a tentação

Mesmo sendo incapaz de sorrir

Ensinou aqueles que precisavam a sorrir


Abençoado será o homem que suportar a tentação

O homem que aprendeu a ser humano

Derramando as próprias lágrimas pela dor de outros


Abençoado será o homem que suportar a tentação

O homem caído e exausto

O homem que jamais negou possuir um coração

Charles Chaplin



Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz


segunda-feira, 11 de abril de 2011



Certa vez conheci uma menina, ela fazia todo mundo se prender a ela, mas não se prendia a ninguém, a parte mais engraçada disso era que ela não se dava conta dos prisioneiros que ela tinha e como consequência, isso ia “matando” esses prisioneiros no processo...

Pergunto-me se ela tinha medo de depender um pouco dos outros, se tinha medo de sentir algumas coisas ou se ela era apenas presa a si mesma. Quando me dei conta percebi que a menina estava perdendo o brilho no olhar que encantava as pessoas, estava sumindo quase por completo.

Às vezes acredito que talvez eu devesse tê-la avisado sobre tal fato, mas fiquei com medo... O tempo foi passando e um dia percebi que eu estava livre do seu encanto, não era mais um prisioneiro, olhei naqueles olhos e notei um pouco de vida, um pouco de luz.

Mas aquele olhar mesmo com um pouco de luz escondia algo por baixo, eu via um pouco de dor. Eu, finalmente, entendi a causa dela ser presa a si mesma, ela pegava a dor, toda a dor e guardava para si... Mas dor não é algo que devemos guardar, pois dor é algo para expressarmos.

Ela sempre insistia em dizer que estava bem, mas eu sempre conseguia enxergar a dor que refletia naquele olhar, mesmo com um sorriso por cima para disfarçar o seu sofrimento, eu conseguia ver, e ela foi quebrando, quando eu a conheci já estava quebrando por dentro... Eu apenas não percebi.

Porém, ela nunca me dava ouvidos, mesmo quando eu insistia que ela deveria deixar a dor sair, entretanto mesmo não me dando ouvidos sabia que eu enxergava a dor que reside nela claramente.

Fico pensando se teria ela me libertado por eu ter enxergado o que se escondia atrás daquele olhar. Hoje distante, sem poder ver aquele olhar novamente, venho me questionando às vezes se ela já é capaz de expressar a dor como deseja, se ela ainda vive presa apenas a si mesma.

Irei seguir atento, pois caso eu encontre aquele olhar novamente, eu irei olhar na parte mais profunda e remota dele, e então procurar se ainda existem traços da dor que ela carregava habitando seu coração.

"Aquele que se importa com os sentimentos dos outros não é um tolo." - Provérbio Chinês

quinta-feira, 3 de março de 2011

Seriedade...



Sempre penso a respeito da palavra “seriedade”, há enxergo um pouco pesada, uma palavra para adultos, uma palavra para nos aprisionar... Engraçado, eu sou um adulto também, pelo menos às vezes creio que sou.

Eu não consigo levar o jogo da vida a sério, é tão ridícula...

Para conseguir jogar eu preciso abrir mão de coisas que não sei se valem o preço...

Nesse jogo, eu jogo de forma irônica ou talvez seja o jogo que me ironize, mas no fim todos nós sabemos do que realmente fugimos...

Aqueles velhos arrependimentos, aqueles velhos pecados, não os pecados imperdoáveis por Deus, esses eu não temo nem um pouco, me refiro aos pecados quais não somos capazes de nos perdoar...

Afinal, um adulto não passa de uma criança crescida...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sem inspiração...




Este sentimento sem nome...

Este vazio sem fim...

Tudo por causa de ti...


Tu vais sem dizer Adeus...

Sem um singelo “Até”...

Oh, coração leviano...


Os pensamentos ficam...

“Por onde tens andado?”

“Por que largastes a minha mão?”


Olhando fixamente para essa imensidão...

Nem encontro vestígios teus...

Oh, como preciso te ter ao meu lado...


Sem ti vou acumulando a palavras por aqui e a ali...

Palavras esmagando um tolo...

Esmagando uma consciência...


Palavras duras que vão endurecendo...

Endurecendo a alma...

Endurecendo o coração...


E quando estiver totalmente petrificado...

Por fim compreenderá...

Que tudo está perdido...


Tudo que era bonito...

Singelo...

Gentil...


Sempre acabo procurando em todos os lugares...

Por ti minha estimada inspiração...

Ou seria pela pessoa qual te entregou a mim...


Entretanto sei...

Que a ti não posso mais encontrar...

Ao menos não mais naquele mesmo lugar...


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Fly Me To The Moon

Fly Me To The Moon - Frank Sinatra
(Leve-me para a Lua)

Leve-me para a lua e

Deixe-me brincar entre as estrelas

Deixe-me ver como é a primavera

Em Júpiter e Marte


Em outras palavras, segure minha mão

Em outras palavras, baby me beije


Encha meu coração com música e

Deixe-me cantar sempre mais,

Você é tudo que por muito tempo procurei

Tudo que eu venero e adoro


Em outras palavras, por favor, seja sincera

Em outras palavras, Eu estou apaixonado por você


Encha meu coração com música e

Deixe-me canta sempre mais

Você é tudo que por muito tempo procurei

Tudo que eu idolatro e adoro


Em outras palavras, por favor, seja sincera

Em outras palavras

Em outras palavras,

Eu, eu amo... Você.


"Fly Me to the Moon” é uma canção popular escrita por Bart Howard em 1954. Foi intitulada originalmente "Outras Palavras", e foi introduzido por Felicia Sanders nos cabarés. A canção tornou-se conhecido popularmente como “Fly Me to the Moon” devido a sua primeira linha, e depois de alguns anos os editores alteraram o título oficialmente para “Fly Me to the Moon”.